quadragésima quarta parte
Entrei nas construções Aragão a pensar que algo ia acontecer. Que ia dar de caras com alguém mas nada. Não me lembrava do velho, nem aquela cara me dizia nada. A reunião correu bem, e fechei o negócio nas condições esperadas. Mandou cumprimentos para o senhor engenheiro Filipe e meti-me à estrada. De volta a Lisboa, adorava o Porto mas ia-me sentir sempre deslocado. Casa era casa. Mandei uma mensagem à Margarida a dizer que estava de volta e vim devagar.
Continuava aquela sensação estranha. Algo devia ter acontecido e não aconteceu. Tinha a sensação que ia dar de caras com alguém e não dei. Coisa estranha, mas liguei o rádio e vim descansado.
Parei nas bombas de Leiria, e aproveitei para comprar o jornal e comer. Sentei-me e descontraidamente e bingo.
A Isabel sentada com um fulano de frente para mim. Olhei meio incrédulo. Aquela menina toda certinha, provavelmente com outro gajo do chat. Aliás devia ser o tal que lhe tomara atenção da outra vez. Deixei-me ficar mais um pouco e quando me levantei passei de propósito por ela…
- Olá professora…
- Como estás colega?
- A caminho de Lisboa, como tu presumo…
- Sim… também a caminho de Lisboa…
Aquele ar corado e aquela referência a mim como colega diziam tudo. Despedi-me e segui caminho.
Mais uma do mundo paralelo que se foi. Por momentos pensei que iria ser sempre assim, mulheres a entrar e sair da minha vida. Aliás, estava a ser assim. Um frio no estômago assustou-me. Não iria, já estava a ser. Essa era a regra principal do jogo. E provavelmente a única. Tal Roleta Russa de sorte e azar.
Apetecia-me amar alguém. Era isso que procurava na realidade. Louca e desesperadamente. Amar alguém. Eu e meio mundo. Apenas e só amar alguém.
Das formas mais erradas e estranhas. Mas era isso mesmo. Não conseguia parar e interpretar o que se passava, mas sabia o resultado, sabia o que queria. Ser feliz. Apenas e só.
Meio mundo anda como eu. Não ando só. Mas tenho de lutar por aquilo que quero e me faz falta. Não conseguia ter uma linha de raciocínio mas era isso. Tinha de lutar de me esforçar mais, muito mais.
Entrara para a reunião com a sensação que algo iria acontecer, mas enganara-me, a ansiedade destes fugazes encontros estava a dar cabo de mim. Quase jurava que algo ali iria acontecer. Mas enganara-me. Iria sim, mas não ali. Numa bomba de gasolina, perdido na A1, respirei fundo e recordei as palavras da Sónia, abri o telemóvel e reli-as: Faziam-me bem. Era tudo aquilo que precisava. Tinha pressa em chegar, queria falar com ela, estar com ela, tocar-lhe…
Continuava aquela sensação estranha. Algo devia ter acontecido e não aconteceu. Tinha a sensação que ia dar de caras com alguém e não dei. Coisa estranha, mas liguei o rádio e vim descansado.
Parei nas bombas de Leiria, e aproveitei para comprar o jornal e comer. Sentei-me e descontraidamente e bingo.
A Isabel sentada com um fulano de frente para mim. Olhei meio incrédulo. Aquela menina toda certinha, provavelmente com outro gajo do chat. Aliás devia ser o tal que lhe tomara atenção da outra vez. Deixei-me ficar mais um pouco e quando me levantei passei de propósito por ela…
- Olá professora…
- Como estás colega?
- A caminho de Lisboa, como tu presumo…
- Sim… também a caminho de Lisboa…
Aquele ar corado e aquela referência a mim como colega diziam tudo. Despedi-me e segui caminho.
Mais uma do mundo paralelo que se foi. Por momentos pensei que iria ser sempre assim, mulheres a entrar e sair da minha vida. Aliás, estava a ser assim. Um frio no estômago assustou-me. Não iria, já estava a ser. Essa era a regra principal do jogo. E provavelmente a única. Tal Roleta Russa de sorte e azar.
Apetecia-me amar alguém. Era isso que procurava na realidade. Louca e desesperadamente. Amar alguém. Eu e meio mundo. Apenas e só amar alguém.
Das formas mais erradas e estranhas. Mas era isso mesmo. Não conseguia parar e interpretar o que se passava, mas sabia o resultado, sabia o que queria. Ser feliz. Apenas e só.
Meio mundo anda como eu. Não ando só. Mas tenho de lutar por aquilo que quero e me faz falta. Não conseguia ter uma linha de raciocínio mas era isso. Tinha de lutar de me esforçar mais, muito mais.
Entrara para a reunião com a sensação que algo iria acontecer, mas enganara-me, a ansiedade destes fugazes encontros estava a dar cabo de mim. Quase jurava que algo ali iria acontecer. Mas enganara-me. Iria sim, mas não ali. Numa bomba de gasolina, perdido na A1, respirei fundo e recordei as palavras da Sónia, abri o telemóvel e reli-as: Faziam-me bem. Era tudo aquilo que precisava. Tinha pressa em chegar, queria falar com ela, estar com ela, tocar-lhe…

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