um bocadinho da trigésima sexta parte
Estacionei no Colombo e subi ao segundo piso. Faltavam cinco minutos. Saí do elevador e dei uma volta. E lá estava ela. Encostada a um corrimão a mexer no telemóvel.
- Ia-te mandar uma mensagem.
- Olá. Como estás?
- Estou bem mas tu pareces mal, Que se passou?
- Nem vais acreditar. Já te conto: Queres comer onde?
- Escolhe tu…
- Bacalhau gostas?
- Pode ser…
Entrámos num restaurante só com bacalhau que tinha aberto recentemente e fomos para o fundo do restaurante. Apetecia-me estar isolado e falar sem muita gente à volta.
Contei-lhe o episódio, e foi-me escutando com toda a atenção com se fosse um filme que estivesse a assistir. Sem me dar conta, estávamos a sorrir, e a fazer comentários heróicos a tudo aquilo. Passar-me o estado de nervosismo, de ansiedade e estava a sentir-me bem. Muito bem.
- Estou a almoçar com um herói. – disse soltando uma gargalhada.
- Ri-te, ri-te. Olha que foi bem complicado.
- O meu herói. - disse metendo a mão dela por cima da minha.
- Também não foi assim tanto. Saí-me bem. Só isso. Aí vem a cataplana de bacalhau. Preparada ?
- Parece deliciosa. Vais trabalhar de tarde?
- Não preciso e tu?
- Tirei o dia para ti…
Aquela disponibilidade, aquele ar simples de mulher, estavam a agradar-me imenso. Recordei o que me contara da sua vida. E dei comigo a pensar que gajo idiota manda fora uma mulher destas. Estava mais magra, notei que se produzira e que vinha com tudo. lol.
Mas ainda bem que veio. Estava a precisar de alguém assim naquele momento.
- E então o namoro? Vai continuar? – disse evitando olhar-me nos olhos.
- Nem sei. Não pensei nisso. Porque perguntas?
- Nada, curiosidade feminina apenas.
- Diz lá. Não tem mal. Mas conta-me, porque perguntaste?
- Gosto de ti. Eu sei que parece estranho. Mas fazes-me bem…
- Saímos uma vez. Falámos mais duas ou três. Não estarás a ter um devaneio no mundo paralelo? – disse sorrindo e provocando-a.
- Quem sabe. É capaz de ser. Tens razão.
- Estás muito mais magra. A fazer dieta?
- Nota-se?
- Sim. Muito mesmo.
- Já perdi 12 quilos…
- Estás melhor assim. Mas vê lá se desapareces.
- Ai, não sejas parvo…
- E a que se deve tal dieta?
- Quero conquistar-te...
Eu sou mesmo parvo. Faço as perguntas e depois lixo-me. A Isabel estava claramente a atirar-se para cima de mim. Já o tinha notado. E fiquei sem saber o que dizer.
- O gato tirou-te a língua.
- Digeria o que me disseste. Ainda não me habituei ao mundo paralelo. Tudo pode não passar de uma ilusão e depois? Damos umas quecas e que se passará depois?
- Não me queixei. Mas podemos ir dando umas quecas. Aceito o convite.
- Sabes bem que não era um convite…
- Estava a brincar…
- Desculpa o dia foi complicado. Tens razão.
- Razão em quê?
- Vamos dar umas quecas. É isso que queres?
- Como uma obrigação não. Quero se também quiseres.
- Eu quero…
Estacionei no Colombo e subi ao segundo piso. Faltavam cinco minutos. Saí do elevador e dei uma volta. E lá estava ela. Encostada a um corrimão a mexer no telemóvel.
- Ia-te mandar uma mensagem.
- Olá. Como estás?
- Estou bem mas tu pareces mal, Que se passou?
- Nem vais acreditar. Já te conto: Queres comer onde?
- Escolhe tu…
- Bacalhau gostas?
- Pode ser…
Entrámos num restaurante só com bacalhau que tinha aberto recentemente e fomos para o fundo do restaurante. Apetecia-me estar isolado e falar sem muita gente à volta.
Contei-lhe o episódio, e foi-me escutando com toda a atenção com se fosse um filme que estivesse a assistir. Sem me dar conta, estávamos a sorrir, e a fazer comentários heróicos a tudo aquilo. Passar-me o estado de nervosismo, de ansiedade e estava a sentir-me bem. Muito bem.
- Estou a almoçar com um herói. – disse soltando uma gargalhada.
- Ri-te, ri-te. Olha que foi bem complicado.
- O meu herói. - disse metendo a mão dela por cima da minha.
- Também não foi assim tanto. Saí-me bem. Só isso. Aí vem a cataplana de bacalhau. Preparada ?
- Parece deliciosa. Vais trabalhar de tarde?
- Não preciso e tu?
- Tirei o dia para ti…
Aquela disponibilidade, aquele ar simples de mulher, estavam a agradar-me imenso. Recordei o que me contara da sua vida. E dei comigo a pensar que gajo idiota manda fora uma mulher destas. Estava mais magra, notei que se produzira e que vinha com tudo. lol.
Mas ainda bem que veio. Estava a precisar de alguém assim naquele momento.
- E então o namoro? Vai continuar? – disse evitando olhar-me nos olhos.
- Nem sei. Não pensei nisso. Porque perguntas?
- Nada, curiosidade feminina apenas.
- Diz lá. Não tem mal. Mas conta-me, porque perguntaste?
- Gosto de ti. Eu sei que parece estranho. Mas fazes-me bem…
- Saímos uma vez. Falámos mais duas ou três. Não estarás a ter um devaneio no mundo paralelo? – disse sorrindo e provocando-a.
- Quem sabe. É capaz de ser. Tens razão.
- Estás muito mais magra. A fazer dieta?
- Nota-se?
- Sim. Muito mesmo.
- Já perdi 12 quilos…
- Estás melhor assim. Mas vê lá se desapareces.
- Ai, não sejas parvo…
- E a que se deve tal dieta?
- Quero conquistar-te...
Eu sou mesmo parvo. Faço as perguntas e depois lixo-me. A Isabel estava claramente a atirar-se para cima de mim. Já o tinha notado. E fiquei sem saber o que dizer.
- O gato tirou-te a língua.
- Digeria o que me disseste. Ainda não me habituei ao mundo paralelo. Tudo pode não passar de uma ilusão e depois? Damos umas quecas e que se passará depois?
- Não me queixei. Mas podemos ir dando umas quecas. Aceito o convite.
- Sabes bem que não era um convite…
- Estava a brincar…
- Desculpa o dia foi complicado. Tens razão.
- Razão em quê?
- Vamos dar umas quecas. É isso que queres?
- Como uma obrigação não. Quero se também quiseres.
- Eu quero…

1 Comments:
bons contos !
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