décima sétima parte
- Posso fazer-te companhia ?
- Sabes ensaboar as costas ? – disse na tentativa de a fazer pensar duas vezes e desistir.
- Estamos sempre a aprender. Queres-me ensinar ?
- Sim, entra.
Quase fiquei assustado. Mas as mãos delas eram banho que me vinham dar. Senti-a tão quente como a água, tão meiga como tinha sido atrás. E voltei à conversa, que era coisa que me agradava nela. Sem saber porquê, agradavam-me muitas coisas nela. Mas a frontalidade, dizer coisas sem pensar, eram sem duvida umas das que mais me agradavam.
- Combinemos nunca esconder nada um ao outro e falar de tudo sem tabus ? Aceitas ?
- Claro que sim Miguel. Acho que tem de ser mesmo assim, ou não achas?
- Sim acho. Apenas acho que deve ser uma regra. Que por nada devemos alterar. Mesmo que pareça estranho, confuso. Sei lá. Imagina que tens de me responder a tudo sem mentir ou omitir.
- E vice-versa ? – disse ela esperando que negasse o que perguntara.
- Claro que sim. Regras iguais para os dois. Não seria justo de outra forma.
- Acho bem o jogo agrada-me.
- Não é um jogo Cláudia. É uma regra. Uma forma de viver. Imagina que tens algo para me dizer e não sabes como. O que te estou a propor é dizeres sem te preocupares com mais nada. Do género, eu fazer algo de comer e não estares a fingir se gostas ou não. Veres uma gravata horrível em mim e não mentires. Dizeres o que sentes sem medos ou tabus.
- Percebi.
- Sem segredos. Apenas nós dois. Sem tretas, mentiras e joguinhos, tipo telenovela brasileira. – disse-lhe sorrindo e nem me dando conta que estávamos sentados, meio submersos e colados um ao outro.
Parei nas palavras que lhe dissera. No conceito de valer para os dois. E na aventura da noite anterior. Dir-lhe-ia se me perguntasse quando tinha sido a minha última vez ?
- Queres um segredo ?
- Sim conta. A regra é essa.
- Nunca tinha feito sexo anal…
- Nunca ???
- Nunca tonto. Foste o primeiro.
- Podias ter avisado.
- Não tem mal, foste meigo, muito meigo. Adorei.
Fiquei perdido nas palavras dela. Nem me dera conta. Apenas tinha tentado. E como não fugira ou negara. Fizera como se fosse algo normal.
- Conta-me um segredo…
- Um ? Conto-te todos os que quiseres, pergunta ?
- Oh. Sei lá. Conta um.
- Tudo bem. Queres um giro. Sabes porque andei a fugir de ti ?
- Não. Por acaso ia perguntar-te. Sim, diz lá que te fiz eu. – perguntou enquanto me fazia cócegas.
- Nada de especial. O Filipe para me irritar disse-me que vocês os três tinham feito sexo em grupo, tipo mênage e eu detestei a ideia e andei a fugir de ti.
- És mesmo tontinho. Achas que faria ?
Gostava da forma de ser simples e amiudada que tinha. Saímos do duche e este pensamento acompanhou-me o resto do dia. Estava a analisá-la, quantificá-la, a registar e assimilar tudo o que podia. Mas acima de tudo estava a gostar e isso agradava-me. Talvez demais.
O Filipe e a Isabel saíram no sábado pela tarde. Com a desculpa de nos quererem deixar a sós. Foi estranho aquele momento. Íamos ficar sós. Fazia muito tempo que não estava a sós com alguém. Por momentos tinha esquecido a Ana, a D.Madalena, toda a minha vidinha normal.
Estava tudo virado do avesso. Bom ou mau estava completamente virado do avesso.
- Posso fazer-te companhia ?
- Sabes ensaboar as costas ? – disse na tentativa de a fazer pensar duas vezes e desistir.
- Estamos sempre a aprender. Queres-me ensinar ?
- Sim, entra.
Quase fiquei assustado. Mas as mãos delas eram banho que me vinham dar. Senti-a tão quente como a água, tão meiga como tinha sido atrás. E voltei à conversa, que era coisa que me agradava nela. Sem saber porquê, agradavam-me muitas coisas nela. Mas a frontalidade, dizer coisas sem pensar, eram sem duvida umas das que mais me agradavam.
- Combinemos nunca esconder nada um ao outro e falar de tudo sem tabus ? Aceitas ?
- Claro que sim Miguel. Acho que tem de ser mesmo assim, ou não achas?
- Sim acho. Apenas acho que deve ser uma regra. Que por nada devemos alterar. Mesmo que pareça estranho, confuso. Sei lá. Imagina que tens de me responder a tudo sem mentir ou omitir.
- E vice-versa ? – disse ela esperando que negasse o que perguntara.
- Claro que sim. Regras iguais para os dois. Não seria justo de outra forma.
- Acho bem o jogo agrada-me.
- Não é um jogo Cláudia. É uma regra. Uma forma de viver. Imagina que tens algo para me dizer e não sabes como. O que te estou a propor é dizeres sem te preocupares com mais nada. Do género, eu fazer algo de comer e não estares a fingir se gostas ou não. Veres uma gravata horrível em mim e não mentires. Dizeres o que sentes sem medos ou tabus.
- Percebi.
- Sem segredos. Apenas nós dois. Sem tretas, mentiras e joguinhos, tipo telenovela brasileira. – disse-lhe sorrindo e nem me dando conta que estávamos sentados, meio submersos e colados um ao outro.
Parei nas palavras que lhe dissera. No conceito de valer para os dois. E na aventura da noite anterior. Dir-lhe-ia se me perguntasse quando tinha sido a minha última vez ?
- Queres um segredo ?
- Sim conta. A regra é essa.
- Nunca tinha feito sexo anal…
- Nunca ???
- Nunca tonto. Foste o primeiro.
- Podias ter avisado.
- Não tem mal, foste meigo, muito meigo. Adorei.
Fiquei perdido nas palavras dela. Nem me dera conta. Apenas tinha tentado. E como não fugira ou negara. Fizera como se fosse algo normal.
- Conta-me um segredo…
- Um ? Conto-te todos os que quiseres, pergunta ?
- Oh. Sei lá. Conta um.
- Tudo bem. Queres um giro. Sabes porque andei a fugir de ti ?
- Não. Por acaso ia perguntar-te. Sim, diz lá que te fiz eu. – perguntou enquanto me fazia cócegas.
- Nada de especial. O Filipe para me irritar disse-me que vocês os três tinham feito sexo em grupo, tipo mênage e eu detestei a ideia e andei a fugir de ti.
- És mesmo tontinho. Achas que faria ?
Gostava da forma de ser simples e amiudada que tinha. Saímos do duche e este pensamento acompanhou-me o resto do dia. Estava a analisá-la, quantificá-la, a registar e assimilar tudo o que podia. Mas acima de tudo estava a gostar e isso agradava-me. Talvez demais.
O Filipe e a Isabel saíram no sábado pela tarde. Com a desculpa de nos quererem deixar a sós. Foi estranho aquele momento. Íamos ficar sós. Fazia muito tempo que não estava a sós com alguém. Por momentos tinha esquecido a Ana, a D.Madalena, toda a minha vidinha normal.
Estava tudo virado do avesso. Bom ou mau estava completamente virado do avesso.

2 Comments:
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