a continuação da décima quinta parte
Era mais uma aventura num curto espaço de tempo. Não sei se aventura se algo mais. O Filipe já estava no quarto das visitas que tão bem conhecia. E pelo silêncio já deviam dormir. Nós ficáramos a ver as Pontes de Madison County e a digerir as ultimas palavras da Cláudia.
O filme recordara-me o sentimento de querer alguém para o resto da vida. Acho que era essa busca que tinha iniciado sem dar conta. Todos os meus amigos era isso que me pretendiam dizer. O meu velho nevoeiro, o meu vertiginoso túnel e a minha amada viagem no tempo. Confusões desencantadas não sei bem de onde, mas que mexiam comigo. Fiquei triste ao senti-las todas cá dentro. Tinha de parar. Tinha de dar um passo e olhei para ela.
Não sabia o sentido. Não sabia a razão. Mas aquele olhar cravou-me no ar, no meio do nevoeiro, parado no tempo. E vindo de longe, disse-lhe:
- Vem para junto de mim, quero abraçar-te.
- Estava triste a pensar que não me querias. – disse, não deixando de olhar o filme.
- É tudo novo para mim, sabes ao menos tu o que estamos a fazer.
- Não penses Miguel. O que tiver de ser será.
- Sim tens razão. – disse-lhe passando o meu braço em redor do pescoço dela e aconchegando-a a mim.
- Não me preocupa a tua idade, ou o que tens na vida. Quero amar-te. Apenas isso.
- Amar é forte. Percebes o que é ?
- Percebo que vieste mexer a minha vida. Que desde o momento que te vi que não penso em mais nada.
- Mas olha lá. – disse eu meio perdido e rodando-a para ficarmos de frente. – O que quer que aconteça não será normal, entendes isso ao menos ?
- Mas não será normal o quê ?
- Sei lá, olha nem sei.
- Olha Miguel.
- Diz lá miúda.
- Queres namorar comigo ?
- Não. – disse eu tentando meter uma cara séria. – E tu queres namorar comigo ?
- Também não quero.
- Fogo, então estamos a falar de quê ?
- Meu querido, ambos queremos, pelo que percebi, tu não aceitaste e eu também não. Tens medo de ser pedido em namoro por uma mulher ? – disse sorrindo.
- Tudo bem, repete a pergunta.
- Queres namorar comigo ?
- Sim. – disse eu baixando a cabeça e fingindo-me envergonhado.
Não contendo a gargalhada, ambos sorrimos e deixámo-nos deslizar do sofá. Mais sérios senti-me aproximar e senti-a aproximar. Estava a começar. Era o princípio. Não sabia bem de quê, mas depois de toda a emoção das últimas horas não me apetecia dormir de novo sozinho. Injusto ou não. Sem pensar ou pensando mal. Beijei-a e toquei-a. Na face, nos ombros, nos seios, nas ancas.
- Vamos para o quarto ?
- Estava a ver que não me convidavas…
- Estás a sair melhor que a encomenda. – disse-lhe provocando-a. – Muito arisca sim senhora.
- Apenas te disse o que sentia. Se não quiseres não vamos.
- Não sejas tonta, convidei porque queria.
Pensei levá-la ao colo, mas estava cansado e não tinha dado conta. Levantei-me, estendi a mão e levei-a em direcção ao quarto. Estranha ideia aquela. Nos últimos cinco anos ninguém ali dormira comigo. Bem, dormir dormiu a Anita. Mas sexo, há mais de cinco anos que nada ali acontecia. Bem, talvez algo parecido, mas disso falamos noutra altura. lol.
Fechei a porta e encostei o meu peito às costas delas, deixando as minhas mãos voar e descobrir o corpo dela. Lentamente, fomos deixando a roupa pelo chão. Vindo do nada, estava muito excitado. Sentir tudo no sítio e rijinho dava comigo em doido. Nem a ideia de ter menos dez anos me fez perder o que quer que fosse. Pelo contrário, deitei na cama e fui correndo o corpo dela com a minha língua até a sentir tremer.
Perdi-me no tempo, no espaço. As minhas mãos voavam, sem a ter ainda penetrado já as minhas mãos a tinham descoberto. Entrado e saído em todos os segredos que possuía. Sem queixume, sem pudor, em tudo encontrava prazer. E apetecia-me voar. Cansado, mas com vontade de voar. Rodei e deixei-a por cima. Sem sentir, levantei voou. Estava a voar. lol.
Era mais uma aventura num curto espaço de tempo. Não sei se aventura se algo mais. O Filipe já estava no quarto das visitas que tão bem conhecia. E pelo silêncio já deviam dormir. Nós ficáramos a ver as Pontes de Madison County e a digerir as ultimas palavras da Cláudia.
O filme recordara-me o sentimento de querer alguém para o resto da vida. Acho que era essa busca que tinha iniciado sem dar conta. Todos os meus amigos era isso que me pretendiam dizer. O meu velho nevoeiro, o meu vertiginoso túnel e a minha amada viagem no tempo. Confusões desencantadas não sei bem de onde, mas que mexiam comigo. Fiquei triste ao senti-las todas cá dentro. Tinha de parar. Tinha de dar um passo e olhei para ela.
Não sabia o sentido. Não sabia a razão. Mas aquele olhar cravou-me no ar, no meio do nevoeiro, parado no tempo. E vindo de longe, disse-lhe:
- Vem para junto de mim, quero abraçar-te.
- Estava triste a pensar que não me querias. – disse, não deixando de olhar o filme.
- É tudo novo para mim, sabes ao menos tu o que estamos a fazer.
- Não penses Miguel. O que tiver de ser será.
- Sim tens razão. – disse-lhe passando o meu braço em redor do pescoço dela e aconchegando-a a mim.
- Não me preocupa a tua idade, ou o que tens na vida. Quero amar-te. Apenas isso.
- Amar é forte. Percebes o que é ?
- Percebo que vieste mexer a minha vida. Que desde o momento que te vi que não penso em mais nada.
- Mas olha lá. – disse eu meio perdido e rodando-a para ficarmos de frente. – O que quer que aconteça não será normal, entendes isso ao menos ?
- Mas não será normal o quê ?
- Sei lá, olha nem sei.
- Olha Miguel.
- Diz lá miúda.
- Queres namorar comigo ?
- Não. – disse eu tentando meter uma cara séria. – E tu queres namorar comigo ?
- Também não quero.
- Fogo, então estamos a falar de quê ?
- Meu querido, ambos queremos, pelo que percebi, tu não aceitaste e eu também não. Tens medo de ser pedido em namoro por uma mulher ? – disse sorrindo.
- Tudo bem, repete a pergunta.
- Queres namorar comigo ?
- Sim. – disse eu baixando a cabeça e fingindo-me envergonhado.
Não contendo a gargalhada, ambos sorrimos e deixámo-nos deslizar do sofá. Mais sérios senti-me aproximar e senti-a aproximar. Estava a começar. Era o princípio. Não sabia bem de quê, mas depois de toda a emoção das últimas horas não me apetecia dormir de novo sozinho. Injusto ou não. Sem pensar ou pensando mal. Beijei-a e toquei-a. Na face, nos ombros, nos seios, nas ancas.
- Vamos para o quarto ?
- Estava a ver que não me convidavas…
- Estás a sair melhor que a encomenda. – disse-lhe provocando-a. – Muito arisca sim senhora.
- Apenas te disse o que sentia. Se não quiseres não vamos.
- Não sejas tonta, convidei porque queria.
Pensei levá-la ao colo, mas estava cansado e não tinha dado conta. Levantei-me, estendi a mão e levei-a em direcção ao quarto. Estranha ideia aquela. Nos últimos cinco anos ninguém ali dormira comigo. Bem, dormir dormiu a Anita. Mas sexo, há mais de cinco anos que nada ali acontecia. Bem, talvez algo parecido, mas disso falamos noutra altura. lol.
Fechei a porta e encostei o meu peito às costas delas, deixando as minhas mãos voar e descobrir o corpo dela. Lentamente, fomos deixando a roupa pelo chão. Vindo do nada, estava muito excitado. Sentir tudo no sítio e rijinho dava comigo em doido. Nem a ideia de ter menos dez anos me fez perder o que quer que fosse. Pelo contrário, deitei na cama e fui correndo o corpo dela com a minha língua até a sentir tremer.
Perdi-me no tempo, no espaço. As minhas mãos voavam, sem a ter ainda penetrado já as minhas mãos a tinham descoberto. Entrado e saído em todos os segredos que possuía. Sem queixume, sem pudor, em tudo encontrava prazer. E apetecia-me voar. Cansado, mas com vontade de voar. Rodei e deixei-a por cima. Sem sentir, levantei voou. Estava a voar. lol.

3 Comments:
ACabou aqui está visto!Será?
Que blog fantástico.... nestes últimos dias foi o sitio da net que mais me prendeu... espero que não tenha acabado...
Great site lots of usefull infomation here.
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