domingo, julho 23, 2006

trigésima parte

- Dormes de que lado da cama ? – perguntei-lhe enfiando uma t-shirt.
- Qual preferes ? Nunca pensei nisso.
- Eu prefiro que fiques ao meio virada para cima. – disse soltando uma gargalhada.
- Eu prefiro ao meio de gatas… - disse a Cláudia entrando na brincadeira.
- Hum… estamos de acordo, mas de aqui a uns anos não me apareças a miar…
Naquele momento, senti um aperto no estômago. Estava a ser incorrecto com ela e com todas as outras. Dizia ser divorciado e não sabia até que ponto as podia estar a iludir: Divorciado era, mas a namorada e com estes planos todos, quase me deveria considerar casado.
- Posso perguntar-te uma coisa princesa?
- Claro, esqueceste a nossa combinaçãozinha?
- Não, desculpa. Tens razão. Sabes, estava para aqui a pensar aonde tudo isto irá dar. O que acontecerá no futuro. Casar, viver juntos, sei lá. Já pensaste nisso ou nestas coisas? – disse enfiando-me na cama.
- Já. Mas nem sei que te diga. Adorava casar, não te vou mentir. Adorava ter mais filhos. Mas acho que o mais quero é ser amada e amar muito. Muito mesmo.
- Eu também. De facto é isso mesmo que quero. Hum… gostas de cócegas? Vou-te atacar…
- Não, amor olha que eu mijo-me toda…
- Então mija… - disse eu saltando para cima dela e começando o ataque.
- Pára, pára, faço tudo o que quiseres…
- Fazes mesmo?
- Mesmo… mesmo juro. – disse ela metendo uma cara muito séria.
Olhei-a nos olhos e sem pensar, saltei da cama e fui buscar a máquina digital ao escritório. Subi a correr e saltei de novo para a cama.
- Deixa-me fotografar-te nua…
- Sem nada, nadinha?
- Sim, sem nada…
Puxei a roupa da cama para os pés da cama e fui tirando fotos umas atrás das outras. Nos pormenores que ia destapando, nas peças de roupa que voavam sem sentido ou direcção. Perdi-me nos ombros. Depois no peito e nas ancas. Finalmente, perdi-me no corpo nu que tinha à minha frente.
Sentia-a ficar excitada, senti-me ficar excitado. E continuei, apanhando cada pedaço dela, sem dar conta que já era a minha t-shirt que voava, que já eram as mãos dela dentro dos meus boxers. A máquina aterrou suavemente em cima da roupa aos pés da cama. E continuei descobrindo cada pedaço do corpo dela. Cada rectângulo que guardara minutos antes.
- Somos loucos. – disse-lhe caindo estourado na cama.
- Eu sei. – disse ela saltando para cima de mim. – Mas quero mais…
- Não sei se vais conseguir. Já esta foi o que foi…
- Confia em mim… - disse deslizando por cima de mim.
Tentei concentrar-me e corresponder às expectativas. Abstraí-me de tudo e deixei-me ir. Na minha cabeça, corriam imagens de outros tectos, de outros locais, de outras mulheres. E sem dar conta estava de novo em acção.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

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segunda-feira, 07 agosto, 2006  
Anonymous Anónimo said...

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quinta-feira, 17 agosto, 2006  

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