vamos a meio do nosso romance
altura de balanços, lol lol lol
mails para: apenasparasexo@sapo.pt
e mais uma parte...
vigésima quinta parte
Eram sete e pouco quando chegámos a casa. Notava a Cláudia diferente e senti que estava mais inibida pela presença dos pais. Não consegui tirar os olhos dela, nem daquele corpo fantástico, que estava debaixo daquele vestido.
Fiz as honras da casa e apresentei tudo da cave ao sótão: Sabia que por ali não deixariam de gostar de mim. Mas quase a terminar, pensei para mim que fizera mal. Teriam de gostar de mim pelo que sou. Não pelo que tenho.
Sempre muito formais, os pais dela quase não soltavam uma palavra. Senti o estacionar de um carro e demorei um pouco mais no quarto da Ana. Seria o anel a chegar e não quis que descobrissem. A D.Madalena trataria de tudo, como sempre.
Descemos para o salão do rés-do-chão, e senti uma solenidade no ar, muito estranha para o meu gosto…
- Presumo Miguel que me queira falar em particular. - disse finalmente o criador da solenidade.
- Penso que não seja necessário Sr. João. Não sou de me envergonhar, ou de corar a falar. Entramos para a sala de jantar ?
- Sim claro, as meninas e senhoras primeiro. – disse ele apercebendo-se que eu não dava parte de fraco.
- Tem uma casa muito bonita Miguel. – disse a Nandinha, Fernanda, mas tudo bem que seja a Nandinha.
- Vantagens de profissão e uma grande ajuda da minha filha.
A Cláudia nada dizia. E tudo aquilo me começava a enervar. Levantei-me e fiz sinal à Cláudia para me acompanhar. Pediu licença ao Pai e segui-me.
- Que merda é esta princesa ?
- Desculpa amorzinho, é a parte negra da família, os meus pais souberam que namorava e vieram a correr para Lisboa.
- Tudo bem, como queres que aja. E os trate ?
- Olha, já reparaste que não sou como eles. Quero-te a ti e amo-te muito. Não te esqueças disso. - disse beijando-me.
Entrados na cozinha, a D.Madalena fez-me sinal sobre o local do anel e disse sorrindo ?
- Menino quer que meta a farda ?
- Nada disso. – disse sorrindo. – Meta mas é um lugar na mesa e venha para a sala.
- Sim, D.Madalena venha jantar connosco. - disse a Cláudia.
- Comam lá, que eu cá me arranjo. Vou chamar o motorista da menina e comemos aqui os dois. Fiquem descansados.
Fomos para a sala, e estranhámos os sorrisos. Os três sorriam, quase à gargalhada. Era estranho depois de toda a formalidade. E a Cláudia questionou-os:
- Contem lá queremos rir....
- A Anita perguntou como nos havia de tratar, e o teu pai disse para ela estar à vontade. E ela ficou. – disse a Nandinha ainda a sorrir.
- E chamou-nos avózinhos… - disse o Sr. João soltando uma gargalhada.
- Peço desculpa pelo comportamento dela. – disse eu meio envergonhado.
- Nada disso Miguel. É com grande alegria que vejo que a minha filha teve muito bom gosto na escolha que fez. Fico feliz. Muito feliz. Gostava de a levar ao altar. Mas não troco nada pela felicidade dela. Parece-me um homem às direitas e criar uma filha sozinha não é para todos. E Anita é uma neta querida, muito querida. – disse soltando um novo sorriso. – Posso tirar a gravata ? Importa-se Miguel ?
- Nada mesmo, se permitir que tire a minha também Sr. João.
- A casa é sua, e trate-me por João. – disse não contendo nova gargalhada.
- Trouxe um tinto alentejano da adega. Prefere outro ?
- Tens bom gosto já tinha reparado, vou pela tua escolha…
Já está. Pensei eu. No rosto da Cláudia via agora a miúda que conheci, de repente mudou e começou a conversar. Até a Nandinha me parecia normal. Passados uns minutos parecíamos uma família normalíssima a jantar.
Pais protectores mas respeitadores da vontade da filha. Agradava-me a ideia e sem saber de onde e porquê estava felicíssimo e lá veio o discurso:
- Antes de passarmos à sobremesa, devo dizer-vos, que estou a adorar ter tido a oportunidade de vos conhecer. E gostava que soubessem que tudo farei para fazer a vossa filha feliz. O que sentimos um pelo outro é verdadeiro e mútuo. E porque assim é, gostaria de assinalar este dia com uma pequena lembrança para a Cláudia. – passei por trás dela e coloquei-lhe o embrulho em frente.
- Oh Miguel, não precisavas. - disse ela corando.
Ao abrir o embrulho notei os olhos dela encherem-se de água, e ao mostrar à mãe, também os desta ficarem iguais. O pai levantou e deu-me um abraço, e finalmente deixou a solenidade de parte e deu-me um abraço dizendo:
- Gostava de ter tido um filho homem, mas se casares com ela dás-me essa alegria.
A Cláudia beijou-me ternamente. Terna e demoradamente. E a Ana exclamou:
- Posso servir a sobremesa ?
- Claro, minha filha. – disse a Nandinha sorrindo. – Eu ajudo-te.
altura de balanços, lol lol lol
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e mais uma parte...
vigésima quinta parte
Eram sete e pouco quando chegámos a casa. Notava a Cláudia diferente e senti que estava mais inibida pela presença dos pais. Não consegui tirar os olhos dela, nem daquele corpo fantástico, que estava debaixo daquele vestido.
Fiz as honras da casa e apresentei tudo da cave ao sótão: Sabia que por ali não deixariam de gostar de mim. Mas quase a terminar, pensei para mim que fizera mal. Teriam de gostar de mim pelo que sou. Não pelo que tenho.
Sempre muito formais, os pais dela quase não soltavam uma palavra. Senti o estacionar de um carro e demorei um pouco mais no quarto da Ana. Seria o anel a chegar e não quis que descobrissem. A D.Madalena trataria de tudo, como sempre.
Descemos para o salão do rés-do-chão, e senti uma solenidade no ar, muito estranha para o meu gosto…
- Presumo Miguel que me queira falar em particular. - disse finalmente o criador da solenidade.
- Penso que não seja necessário Sr. João. Não sou de me envergonhar, ou de corar a falar. Entramos para a sala de jantar ?
- Sim claro, as meninas e senhoras primeiro. – disse ele apercebendo-se que eu não dava parte de fraco.
- Tem uma casa muito bonita Miguel. – disse a Nandinha, Fernanda, mas tudo bem que seja a Nandinha.
- Vantagens de profissão e uma grande ajuda da minha filha.
A Cláudia nada dizia. E tudo aquilo me começava a enervar. Levantei-me e fiz sinal à Cláudia para me acompanhar. Pediu licença ao Pai e segui-me.
- Que merda é esta princesa ?
- Desculpa amorzinho, é a parte negra da família, os meus pais souberam que namorava e vieram a correr para Lisboa.
- Tudo bem, como queres que aja. E os trate ?
- Olha, já reparaste que não sou como eles. Quero-te a ti e amo-te muito. Não te esqueças disso. - disse beijando-me.
Entrados na cozinha, a D.Madalena fez-me sinal sobre o local do anel e disse sorrindo ?
- Menino quer que meta a farda ?
- Nada disso. – disse sorrindo. – Meta mas é um lugar na mesa e venha para a sala.
- Sim, D.Madalena venha jantar connosco. - disse a Cláudia.
- Comam lá, que eu cá me arranjo. Vou chamar o motorista da menina e comemos aqui os dois. Fiquem descansados.
Fomos para a sala, e estranhámos os sorrisos. Os três sorriam, quase à gargalhada. Era estranho depois de toda a formalidade. E a Cláudia questionou-os:
- Contem lá queremos rir....
- A Anita perguntou como nos havia de tratar, e o teu pai disse para ela estar à vontade. E ela ficou. – disse a Nandinha ainda a sorrir.
- E chamou-nos avózinhos… - disse o Sr. João soltando uma gargalhada.
- Peço desculpa pelo comportamento dela. – disse eu meio envergonhado.
- Nada disso Miguel. É com grande alegria que vejo que a minha filha teve muito bom gosto na escolha que fez. Fico feliz. Muito feliz. Gostava de a levar ao altar. Mas não troco nada pela felicidade dela. Parece-me um homem às direitas e criar uma filha sozinha não é para todos. E Anita é uma neta querida, muito querida. – disse soltando um novo sorriso. – Posso tirar a gravata ? Importa-se Miguel ?
- Nada mesmo, se permitir que tire a minha também Sr. João.
- A casa é sua, e trate-me por João. – disse não contendo nova gargalhada.
- Trouxe um tinto alentejano da adega. Prefere outro ?
- Tens bom gosto já tinha reparado, vou pela tua escolha…
Já está. Pensei eu. No rosto da Cláudia via agora a miúda que conheci, de repente mudou e começou a conversar. Até a Nandinha me parecia normal. Passados uns minutos parecíamos uma família normalíssima a jantar.
Pais protectores mas respeitadores da vontade da filha. Agradava-me a ideia e sem saber de onde e porquê estava felicíssimo e lá veio o discurso:
- Antes de passarmos à sobremesa, devo dizer-vos, que estou a adorar ter tido a oportunidade de vos conhecer. E gostava que soubessem que tudo farei para fazer a vossa filha feliz. O que sentimos um pelo outro é verdadeiro e mútuo. E porque assim é, gostaria de assinalar este dia com uma pequena lembrança para a Cláudia. – passei por trás dela e coloquei-lhe o embrulho em frente.
- Oh Miguel, não precisavas. - disse ela corando.
Ao abrir o embrulho notei os olhos dela encherem-se de água, e ao mostrar à mãe, também os desta ficarem iguais. O pai levantou e deu-me um abraço, e finalmente deixou a solenidade de parte e deu-me um abraço dizendo:
- Gostava de ter tido um filho homem, mas se casares com ela dás-me essa alegria.
A Cláudia beijou-me ternamente. Terna e demoradamente. E a Ana exclamou:
- Posso servir a sobremesa ?
- Claro, minha filha. – disse a Nandinha sorrindo. – Eu ajudo-te.

2 Comments:
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